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In Love Again

Capítulo I

"Meu querido,levante-se, vai chegar atrasado"

Conseguia ouvir a risada de esposa, aquela risada que o deixava tão feliz.

_Estou indo querida!

Acordou num sobressalto e percebeu que fora apenas outro sonho, outro sonho que o inquietava e torturava,outro sonho que lançava sobre si a penumbra de tristeza e solidão, fazia mais de seis meses que perdera a esposa num acidente de navio,desde então seus dias têm se resumido em choros e solidão,sua mãe fez de tudo para lhe levantar o ânimo,mas tudo sem êxito. Decidiu banhar-se para acalmar.

"Talvez o trabalho me ajude" . Pensava consigo mesmo.

Depois de se preparar tomou seu café, Berta, sua governanta há anos serviu-lhe e com um sorriso no rosto disse:

_ Deve se levantar senhor, ela não gostaria de vê-lo tão deprimido.

_Estou dando tudo de mim Berta, mas não consigo,ela era minha vida,sinto como se uma parte de mim tivesse sido arrancada de mim.

_Vai ficar tudo bem senhor _disse Berta abraçando ele.

Ethan apenas agradeceu pelo apoio com um sorriso amarelo,terminou seu café e foi para a empresa, ao chegar, a grande favorita de sua Alissa estava esperando ele em seu escritório,Alissa desde há muito tempo nutria certa afeição por ele, afeição essa que não se extinguira com o tempo,muito pelo contrário,cresceu tanto que ela passou a fazer de tudo para ganhar a atenção de Ethan.

_Ethan! Bom dia.

_Oi Alissa.

_Não seja tão ríspido comigo,sei que está sofrendo por aquela pobrinha.

_Alissa, se sua intenção é falar mal da minha esposa peço que retire daqui.

_Desculpa_disse em tom debochado_Leu a missiva que lhe escrevi? Sua mãe está pensando em te levar para Roma na próxima semana.

_Não sabia que era missivista, não me disse que era ultrapassado?

_Sua esposa era missivista e você nunca reclamou.

_Você falou muito bem, minha esposa era missivista, você não é minha esposa e nunca gostou de escrever missivas, não perca seu tempo tentando me conquistar fazendo o que minha esposa fazia, você nunca será como ela, se me der licença, tenho muito trabalho.

_Me desculpe por ter sido ríspida.

Sem mais nada a falar,Alissa se retirou da sala.

Ethan começa seu trabalho como sempre, depois de horas ficando grudado no computador decidiu voltar para casa,afinal de contas não era urgente. Ao chegar em casa foi recebido por Berta com muita alegria e preocupação.

_O que a te deixa aflita,Berta?

_Precisamos de uma nova cozinheira, Manuela vai-se casar em breve,como o senhor sabe e vai-se mudar para um bairro longínquo.

_Procure uma, confio no seu critério de avaliação.

_Obrigada senhor, vou falar com minha amiga,a neta dela,Melissa cozinha muito bem,uma menina prendada, uma pena que perdeu o marido.

Ao escutar o nome,ele ficou sobressaltado,mas convenceu-se de que era por ter ouvido falar no nome da moça, obviamente não era sua esposa, pensou.

_Pode chamá-la, mas deve ensinar o que deverá fazer.

_Não se preocupe quanto a isso senhor, Melissa aprende rápido.

Berta pede licença para falar com sua amiga pessoalmente, a fim de pedir que Melissa comece o mais rápido possível.

_Pode ir.

Depois de terminar seus afazeres, Berta se despediu de seu patrão e foi até a casa de Madalena,sua amiga, avó de Melissa.

_Madalena minha amiga, faz dois dias que não nos vemos,senti sua falta.

_Igualmente minha Bertinha,como vai?

_Vou bem obrigada e você?

_Vou bem igualmente,quer um chá?

_Não se incomode comigo, onde está Melissa?

_Trabalhando na loja, essa minha neta sofre muito, desde o acidente ela não lembra de nada nos últimos 9 anos, nem lembrava que tive cancro.

_Sinto muito por ela, isso quer dizer que ela não se lembra do marido, tão triste.

_Realmente, mas em parte fico alarmada, e se ele estiver vivo e não saber que ela está viva?

_Não tem como encontrar ele?

_Não, ela perdeu a memória,o celular,a carteira,tudo que a vinculava com o marido, mas nunca entendi o casamento deles, a mãe daquele menino nunca conheceu minha neta.

_Ela cumpriu o juramento de nunca ver a cara de sua neta. A senhora Alice é muito má, lembra que deserdou o filho?

_Como não? O bom é que ele nunca desistiu,era um carpinteiro de mão cheia, uma pena que morreu,gostava tanto dele,e ele de mim, quando me chamava de avó,eu ficava muito contente. Uma pena que não tive oportunidade de vós apresentar um ao outro.

_Naqueles tempos trabalhei para a Senhora Alice.

_Tavinho era um amor.

_Ele se chamava Otávio?Como seu marido?

_Não,mas ele me lembrava meu Tavinho, em termos de comportamento eram idênticos, tome um chá comigo Bertinha,aceite.

_ Muito bem,aceito, já que você insiste, além disso será um ótima forma de passar o tempo enquanto espero por Melissa, quero muito vê-la, em falar na proposta que tenho para ela.

_Que proposta tem para minha neta Bertinha?

_Não é nada de errado,já vou adiantando.

Capítulo II

_Como pode supor que pensaria algo desse nível? Bertinha, é a mulher mais correcta e bondosa que conheço, não acredito que você seria capaz de propor algo maligno a minha neta.

_Agradeço-lhe imensamente,pela confiança e boa imagem que tem de mim, acredite quando digo que é objecto de grande estima da minha parte.

Ambas degustaram o chá feito por Madalena, em menos de trinta minutos Melissa abriu o portão da casa e entrou, ao chegar,cumprimentou com grande sorriso e disposição sua avó e Berta.

_Como vai,menina?_ Pergunta Berta com um sorriso no rosto,mostrando sua alegria ao ver Melissa.

_Vou bem obrigada tia Berta e você?

_Vou bem obrigada menina,como foi o trabalho?

_Cansativo,meu chefe nos enche de trabalho.

_Sinto muito por ouvir isso meu bem_disse Madalena após entregar uma xícara de chá para ela.

_Obrigada pelo chá avó, mas quanto ao trabalho é normal, o senhor Nakamura é muito exigente e eu, bem simplesmente aceito.

_É tão revoltante saber que mesmo estudando as pessoas não conseguem um bom emprego _disse Berta.

_Concordo Bertinha, minha neta,você ficou quatro anos se esforçando para no final das contas trabalhar como garçonete.

_Podemos não falar nisso? Estou cansada demais para falar em coisas tão tristes.

_Tem razão,minha neta, desculpe-nos.

_Não faz mal avó, tia Berta,como está o Eduardo?

_Muito bem, obrigada por perguntar,ele conseguiu uma bolsa de estudos,está no último ano da faculdade.

_Fico tão feliz por ele! Sempre foi muito focado.

_Agradeço minha querida, podemos conversar a sós?

_Claro! Vamos para o meu quarto.

Melissa acompanhou Berta até seu quarto,tendo chegado lá,fechou a porta, convidou-a a se sentar na cama.

_Obrigada, minha querida,sei que está precisando de um emprego melhor,tenho uma oferta para você.

_Uma oferta?

_Sim, a cozinheira do meu patrão vai-se casar, e consequentemente viverá num lugar longínquo, é preciso uma nova cozinheira e você cozinha muito bem,por isso pensei em ti.

_Obrigada pela oferta tia, mas tem certeza que seu patrão permitiu? Sei que pergunta é meio idiota,mas ele pode contratar um chefe francês, porquê aceitar uma cozinheira tão limitada como eu?

_Limitada? Você? Que já fez pratos inimagináveis? Querida você é a pessoa mais criativa que conheci, por isso pensei em ti, meu patrão é um homem generoso, simpático e bem educado,apesar de estar a sofrer com a morte da esposa.

_Sinto muito por ele.

_Obrigada, nunca conheci ela,mas sei que ele amava muito ela.

_Não tem fotos dela na casa?

_Acredite ou não,mas não tem, somente ele sabe onde guarda as fotos, pelo o que ele me contou, a falecida senhora Melissa não gostava muito de fotos.

_Melissa? Nossa! Que coincidência!

_Realmente, quando falei seu nome para ele,tenham ficou surpreso, ainda está muito abatido,mas voltando ao assunto principal ,você aceita?

_Claro que sim! Prometo não te decepcionar tia.

_Sei que não o fará.

_Todavia, devo falar com o senhor Nakamura, antes de largar meu emprego.

_Por quantos dias devo esperar?

_Apenas dois.

_Vou comunicar ao meu patrão,obrigada por aceitar.

_Eu quem lhe sou imensamente grata por me recomendar.

Ambas trocam um aperto de mão e saíram do quarto com o intuito de ficar na companhia de Madalena.

Berta, ao perceber que era chegada hora de voltar,se despediu afavelmente de suas companheiras e voltou para seu trabalho antes que fosse muito tarde. Ao adentrar na casa,viu seu patrão sentado na sala de estar lendo.

_Boa noite senhor.

_Ah! Oi Berta, voltou cedo,pensei que demoraria.

_Talvez na próxima vez, falei com Melissa, ela aceitou,mas só poderá começar daqui a dois dias.

_Está certo...me forneça informação sobre essas Melissa, afinal de contas,devo conhecer quem trabalha para mim.

_Claro! Melissa é uma bela jovem, tem vinte e seis anos, pelo o que sua avó me falou,ela era casada há mais de quatro anos,mas perdeu o marido há seis meses, o pior é que ela também perdeu a memória dos últimos 9 anos.

_Nossa! Que triste.

_Realmente senhor, ela não lembra de nada, o pior foi ouvir da avó o quanto ela amava o marido, não existe nada mais triste do que não lembrar da pessoa que mais amamos no mundo, Melissa tem sofrido por isso, disse não tem mais nada que a ajude a se lembrar do marido,não tem fotos.

_Não deve ser algo fácil de se lidar,me conte mais

_Bom, pelo o que ouvi da avó, o marido dela cortou relações com a família, a mãe nunca conheceu a nora e parece que estava tudo bem com eles, mesmo sem o consentimento da mãe do rapaz, Melissa é uma mulher honesta e generosa, não causaram problemas.

_Assim espero, pode dormir Berta, obrigado pela informação.

_Não tem de quê senhor,boa noite,espero que possa descansar bem.

_Igualmente Berta.

Ela saiu em direção a seu aposento, plenamente feliz por ter conseguido o trabalho para Melissa, trabalho esse que lhe mudaria a vida de forma drástica,onde os enredos não resolvidos no passado tornariam a voltar,com mais intensidade, onde uma guerra não vencida teria de ser repetido ,onde o inimigo seria morto ou perdoado.

Capítulo III

Nasce o sol, mais um dia, em toda sua glória e pujança, Melissa acorda cedo como sempre,da sua janela observa o sol, sente a ligeira brisa que passava, inspira puxando todo o ar que consegue para seus pulmões e expira, suspira de prazer ao contemplar a magnitude da manhã em sua vida. Esmerou-se no preparo do café da manhã para sua avó,que ainda dormia. Terminado, vestiu -se a rigor para se despedir de seu antigo chefe, chegado lá, pediu encarecidamente que o senhor Nakamura a atendesse, pedido esse que foi aceito, embora houvesse muita relutância da parte dele.

_O que deseja? Seja rápida?_Disse ríspido.

_Bom dia, senhor Nakamura, espero que se encontre b...

_Fale logo, não me faça perder a paciência _ interrompe.

_Vim apresentar minha demissão.

Nakamura levanta-se de sua cadeira sobressaltado após ouvir tais palavras, ficou atónito ao ver a seriedade e firmeza no rosto de Melissa.

_Quer um aumento? Uma sala especial?

_Não, quero apenas sair deste trabalho,o senhor nos sujeita a um ambiente extremamente tóxico.

_Sua decisão final é essa?

_Sim!

_Muito bem, pode ir embora, mas saiba que quando precisar de um emprego,as portas estarão fechadas para si.

_Sei que não sou a primeira a ouvir essas palavras, fez o mesmo com a Yuki ou Yuna salvo engano, não tenho medo do senhor, saio com muita orgulho deste estabelecimento. Passar bem.

_Depois não volte para aqui implorando por um trabalho.

_Não o farei, esteja certo disso.

Melissa retirou-se da sala com um sorriso de orgulho e dignidade reavivados, seus colegas desejavam-lhe o melhor.

Após a chuva de emoções,decidiu não voltar logo para casa, decidiu caminhar um pouco pelo parque,localizado a poucos quilómetros de seu antigo trabalho e perto de sua casa, chegado lá, viu-se inebriada pela beleza e naturalidade do parque, pela beleza do jardim das roseiras, jardim esse que contornava uma pequena lagoa,onde os patos passavam muito tempo, patos esses que eram alimentados por todos que frequentavam o parque, as crianças divertiam-se dando pedaços de pão para os patos, os amantes deliciavam suas vistas com a lagoa contornada pelo jardim das roseiras, trocavam abraços, palavras bonitas e simples carícias, Melissa observava tudo com grande deleite, sentou-se num banco e continuou a observar tudo quando lhe era interessante naquele lugar , depois de alguns minutos passa-se em sua cabeça um flash: ela, de mãos dadas com alguém caminhando pelo parque.

"Deve ser meu esposo, consegui me lembrar um pouco dele, tenho que contar para a avó!"

Sem perder tempo correu até sua casa,todavia embateu contra um homem que por ali andava, contudo não deixou nada cair, desculpou -se, embora seu olhar estivesse direcionado para o chão e sua voz um tanto fina,logo saiu correndo, chegado a casa abraçou sua avó com todas as suas forças.

_Filha! Bom dia! O que te deixa tão feliz?

_Lembrei um pouco dele minha avó.

_Dele? Ele quem?

_Do meu esposo!

Madalena abraçou sua neta com toda a firmeza, ofereci um sorriso enorme a ela.

_Fico tão feliz por você minha netinha, mas me diga, como aconteceu?

_ Estava no parque porque queria pensar e relaxar, observei o parque como nunca observei, dessa vez fiquei cativada por cada detalhe daquele parque, prestei atenção até na grama, quando sentei no banco, apenas vi um flash na mente, me vi andando de mãos dadas para alguém, ele me dizia:" Essas rosas nunca alcançarão sua beleza e magnitude na minha vida". Fiquei muito feliz avó.

_Com certeza era Tavinho, ele sempre deixou mesmo quando namorados que você era a mais importante na vida dele .

_ Irei ao parque mais vezes para me lembrar ainda mais dele, uma penas que...ele esteja morto.

Melissa não se seguram e chora no colo de sua avó.

_Me dói tanto avó, saber que amei e fui amada, saber que mesmo lembrando de tudo, ele não estará aqui comigo .

_Chore minha vida, tire essa dor do seu coração.

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