ele Ele me carrega até a cama com uma ternura que me faz sentir segura, mesmo com um turbilhão de emoções no meu peito. A luz suave do abajur projeta sombras delicadas nas paredes enquanto ele me deita lentamente, como se cada movimento fosse uma promessa.
Nossos olhares se encontram e, sem pressa, ele começa a desabotoar minha blusa, deixando cada pedaço de tecido cair no chão como uma oferenda silenciosa. A pele que ele revela é um convite, e ele não hesita: seus lábios deslizam pelo meu pescoço, descendo até minha clavícula, enviando arrepios por todo o meu corpo.
Sinto suas mãos grandes e firmes explorando cada curva, cada contorno, com a delicadeza de quem deseja preservar aquela imagem para sempre. Ele beija cada centímetro exposto, como se estivesse desenhando um mapa secreto que só ele conhece.
Quando ele alcança minha roupa íntima, seus dedos traçam linhas de fogo que me deixam sem fôlego. Ele se posiciona entre minhas pernas, e o calor do seu corpo contra o meu é eletrizante. Seus lábios encontram os meus numa fusão perfeita, onde cada beijo é uma declaração, cada toque uma promessa.
E então, a penetração.
Não é apenas físico. É entrega. É amor. São duas almas que precisam desesperadamente uma da outra, finalmente se reencontrando.
Cada investida dele é um sussurro — uma palavra silenciosa que diz "Estou aqui", "Não vou te deixar", "Você é minha".
Nossos corpos se movem em sincronia, numa dança que mistura dor, prazer, esperança e redenção.
Sinto o coração dele batendo forte contra o meu, a respiração ofegante dele se misturando com a minha.
E ali, naquele quarto silencioso, em meio a suspiros e gemidos, construímos um refúgio — um lugar onde a dor pode repousar, ainda que apenas por uma noite.
O ritmo entre nós começa a se intensificar, cada movimento de Ravi se tornando mais firme, mais determinado. Sinto sua pressão contra mim, a força de seus braços me segurando com firmeza, como se ele não quisesse me deixar escapar.
Meus gemidos se misturam ao som da nossa respiração ofegante, e não consigo evitar chamar seu nome — quase como uma oração, uma confirmação de que estamos aqui, juntos.
"Manu..." ele murmura, com a voz rouca, os olhos fixos nos meus. "Eu não quero te esquecer. Você não merece ser esquecido."
Sem pensar, pressiono meus lábios contra os dele num beijo urgente e apaixonado. Minha mão desliza por suas costas, arranhando-as suavemente, deixando marcas que são sinais da nossa rendição.
Ele responde com mais força, penetrando mais fundo, cada movimento me fazendo tremer, me puxando para mais perto do limite onde a dor se dissolve em prazer.
Nossos corpos se unem em perfeita harmonia, perdidos um no outro, vivendo o momento mais verdadeiro que já tivemos.
Quando a onda de prazer nos atinge, é como se o mundo parasse.
Nos unimos, corpos tremendo, corações explodindo no mesmo ritmo de amor e desejo.
No silêncio que se segue, sinto sua respiração ainda quente contra minha pele e percebo que, para nós dois, aquela noite será inesquecível — não apenas pelo que aconteceu, mas pelo que começamos a sentir.
Após o último suspiro compartilhado, sinto Ravi me puxar para mais perto, envolvendo-me em seus braços com uma força que é ao mesmo tempo protetora e desesperada. O calor do seu corpo se espalha sobre o meu, aquecendo cada centímetro da minha pele e acalmando a tempestade que ainda fervilha dentro de mim.
Seu peito sobe e desce contra o meu — firme, rítmico — uma melodia silenciosa que me embala. Respiro seu perfume, uma mistura de sabonete com um leve toque de uísque, e naquele instante, nada mais importa além daquele abraço apertado, daquele momento de calma em meio ao caos.
Sua respiração fica mais lenta, mais profunda, até que finalmente o sono o vence. Ele adormece abraçando meu corpo com firmeza, como se eu fosse a âncora que o mantém seguro contra a tempestade que carrega.
Sinto meus próprios olhos se fechando, o cansaço físico e emocional tomando conta. Deixo que o silêncio reconfortante da noite e a segurança de seus braços me levem ao sono, com a certeza de que, mesmo que apenas por algumas horas, não estávamos mais tão sozinhos.
Eu queria poder ficar — só por uma noite — sentindo que importo no mundo de alguém, o suficiente para que me implorassem para não ser esquecida. Só por uma noite.
O quarto ainda está mergulhado em sombras quando abro os olhos lentamente. A luz do dia tenta penetrar pelas cortinas grossas, mas a escuridão persiste, deixando o espaço envolto em um tom cinza suave. Um silêncio profundo paira no ar, quebrado apenas pelo som insistente do meu telefone.
O toque vibrante do celular realmente me acorda. Com os olhos ainda pesados, vejo a tela iluminada: "Você está atrasado para a aula."
Meu coração se aperta numa mistura de ansiedade e melancolia. Aquele momento mágico e fugaz da noite anterior já parece distante — quase como um sonho que eu não deveria ter vivido.
Com movimentos lentos, porém determinados, começo a juntar as roupas espalhadas pelo chão. Meu corpo ainda sente o calor da sua pele, o toque de suas mãos grandes, a maciez da sua boca nos meus lábios e pescoço — lembranças que fazem minha respiração acelerar e doer ao mesmo tempo.
Me visto às pressas, lutando contra a vontade de voltar para a cama, para aquele refúgio de proteção e calma. A calça jeans e a blusa simples me fazem sentir como se eu pertencesse a um mundo muito distante daquele apartamento luxuoso, das janelas panorâmicas e da decoração impecável que me impressionaram horas atrás.
Antes de ir embora, dou uma última olhada nele — em Ravi. Seu rosto sereno, a barba por fazer, seus cabelos loiros despenteados. Ele parece tão tranquilo, tão diferente do homem que vi lutando contra a dor e o álcool.
Observo o contraste entre nós: ele pertence a esse universo sofisticado, com sua vida estruturada e poderosa; eu — apenas uma estudante de intercâmbio do Brasil, cheia de sonhos, medos e cicatrizes que ainda não sararam.
Aquele espaço, aquelas janelas imensas e o silêncio daquela cobertura me fazem sentir como se estivesse num mundo que eu nunca poderei tocar ou do qual nunca farei parte.
Sinto um nó na garganta ao me virar para sair. Cada passo em direção à porta é um adeus silencioso — não apenas a ele, mas ao que aquela noite representou: esperança, conexão, uma fuga da realidade.
Fecho a porta cuidadosamente atrás de mim, sem olhar para trás.
Guardo comigo o calor daquele abraço e o peso da certeza de que, apesar de tudo, aquela noite mudou algo em mim para sempre.
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